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Rumo à COP 30: mulheres quilombolas participam de imersão sobre política climática internacional 

Iniciativa busca ferramentas e fortalecer lideranças quilombolas para propor soluções na Conferência das Nações Unidas em 2025

Por Hosana Silva

O último Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe à tona um retrato populacional inédito: 1,3 milhão de pessoas no Brasil são quilombolas, o que corresponde a 0,61% do total dos habitantes. Comunidades quilombolas estão espalhadas entre os 1.700 municípios, sendo a maioria no Nordeste. Por isso (e muitas outras razões), o Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), em parceria com a Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ), inicia uma jornada pelas cinco regiões do Brasil, promovendo a formação “Mulheres Quilombolas Rumo à COP 30”. A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) reúne anualmente lideranças mundiais para debater soluções que visam frear o aquecimento global, incentivando alternativas sustentáveis e estratégias de adaptação climática. 

Em 2025, o mundo se reunirá no Brasil, que sediará a COP 30 na cidade de Belém, no Pará. A Organização das Nações Unidas (ONU), entidade organizadora do evento, tem como lema que, para construir um futuro sustentável, é fundamental “pensar global, agir local”. Nesse contexto, o CBJC e o CONAQ uniram forças para potencializar a liderança das mulheres quilombolas, fortalecendo sua participação efetiva nas negociações internacionais e contribuindo para soluções justas e equitativas ao trazer a realidade do território local para as mesas de discussão.

Serão cinco formações, uma em cada região brasileira. Para o início dessa jornada, a primeira parte será o nordeste, nos dias 11, 12 e 13 de outubro, no Quilombo de Estivas, no Espaço Multicultural Dona Mira, em Garanhuns, em Pernambuco. Além disso, 22 mulheres quilombolas foram selecionadas, sendo 10 do quilombo local, para mergulharem fundo em temáticas-chave sobre a política climática internacional.

“Estamos fazendo essa formação para as coordenadoras e os territórios quilombolas relacionados à CONAQ com o intuito de fortalecer a incidência política dessas mulheres na COP 30. Elas já possuem uma grande trajetória em processos da política climática internacional. Nesse sentido, nosso objetivo é potencializar esse conhecimento agregando informações. Vamos levar esse processo educacional para as 05 regiões do país. Começar pelo nordeste foi uma grata surpresa, visto que nosso primeiro território quilombola visitado será o Quilombo de Estivas na zona rural de Garanhuns, a qual está a apenas 3h de Recife, capital brasileira mais ameaçada pelas mudanças climáticas de acordo com o IPCC.”

Anne Heloíse

Coordenadora do eixo de Educação Climática (CBJC)

Formação em educação climática para mulheres quilombolas para a COP 30 - CBJC

CONTEÚDO E PROGRAMAÇÃO

As temáticas das aulas foram escolhidas pelas mulheres quilombolas da rede da CONAQ, às quais já possuem uma trajetória na política climática internacional, com participação efetiva em diversas conferências e fóruns. Logo, os assuntos serão abordados de modo a colaborar e aprimorar uma incidência política que já é feita. São eles:

  1. Política Climática Internacional e COP 30: caminhos para incidência efetiva.
  2. Soluções para a crise climática baseadas no capital: como reconhecer ameaças e oportunidades. 
  3. Programa de Proteção para Defensores de Direitos Humanos e Acordo de Escazú: proteção para as defensoras da terra e território 

✊🏾 JUNTAS, CONSTRUINDO UM FUTURO POSSÍVEL!

Sobre o CBJC

O Centro Brasileiro de Justiça Climática é uma organização nacional dedicada à inclusão da população negra na agenda climática do Brasil. Nossa missão é ampliar o debate público e influenciar políticas públicas de justiça climática e equidade racial.

🔎 http://www.cbjc.com.br | @cbjc_br

Sobre o CONAQ

A Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos representa a maioria dos quilombolas do Brasil e busca garantir o uso coletivo do território, promover o desenvolvimento sustentável e assegurar a educação e autonomia das mulheres quilombolas.

🔎 @conaquilombos

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Nos dedicamos exclusivamente às temáticas da população negra na agenda climática do Brasil

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