Fortes ventos, chuvas intensas e seca em diferentes regiões do país mostram como os eventos climáticos extremos têm afetado o cotidiano dos brasileiros. Entre terça (29) e quarta-feira (30), rajadas superiores a 100 km/h provocaram queda de árvores, interrupções no transporte público, apagões, danos à infraestrutura e até mortes em São Paulo e no Rio de Janeiro.
No Rio, a Ponte Rio-Niterói precisou ser interditada temporariamente para veículos leves, houve paralisações no metrô e voos sofreram impactos. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a ocorrência de ventos intensos na capital e na Região Metropolitana.
Enquanto isso, o Rio Grande do Sul voltou a enfrentar uma sequência de tempestades, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento, granizo e risco de inundações em diferentes regiões do estado. A Defesa Civil e o Cemaden mantêm o monitoramento contínuo diante da possibilidade de novos acumulados expressivos e elevação do nível dos rios.
No restante do país, o cenário também preocupa. O Painel El Niño 2026–2027, elaborado por instituições como Cemaden, Inmet, INPE, ANA e Defesa Civil Nacional, aponta tendência de seca no Norte e em parte do Nordeste, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média na Região Sul. O fenômeno altera os padrões de vento e precipitação e pode ampliar impactos sobre agricultura, abastecimento de água e risco de incêndios florestais. Ou seja, todo mundo será afetado, só resta saber o quanto.
Os reflexos já são percebidos no aumento dos focos de incêndio no Pantanal e na Amazônia, reforçando que os extremos climáticos deixam de ser eventos isolados para se tornarem parte da rotina do país. Assista à reportagem em vídeo no Instagram do CBJC e entenda como esses fenômenos estão conectados às mudanças no clima e à vida de milhões de brasileiros.
