Durante a COP30, em Belém, no dia 17 de novembro de 2025, o Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC), a Marcha das Mulheres Negras e o CEDENPA lançaram a cartilha “Marcha das Mulheres Negras 2025 – Justiça Climática por Reparação e Bem Viver”, material que revisita a trajetória política das mulheres negras e projeta caminhos para uma agenda climática guiada por justiça racial e de gênero.
A publicação reconstrói a história que liga a Marcha Nacional de 2015 — marco que levou mais de 100 mil mulheres negras às ruas — às mobilizações atuais por Reparação e Bem Viver. O material destaca como essas mulheres, urbanas, quilombolas e amazônidas, têm sido protagonistas na defesa da democracia, no enfrentamento ao racismo ambiental e na construção de soluções para a crise climática.
“A Marcha das Mulheres Negras é a expressão mais concreta de resistência e poder político das mulheres negras no Brasil”, afirma Taynara Gomes, coordenadora de Pesquisa e Dados do CBJC. A autoria é fruto da pesquisa da jornalista amazônica Flávia Ribeiro, que investiga a relação entre justiça climática e a vida das mulheres negras no país.
A cartilha também reforça o contexto da COP30 como oportunidade histórica para visibilizar a Amazônia Negra. Para Alane Reis, da coordenação da Marcha, “quando dizemos ‘Estamos em Marcha!’, afirmamos um projeto de nação capaz de barrar a lógica genocida do capitalismo”.
Com o lema “Reparação e Bem Viver”, o material convoca mulheres negras cis, trans, travestis, quilombolas e periféricas a marcharem no dia 25 de novembro, em Brasília, fortalecendo uma agenda que une memória, futuro e ação coletiva.
A versão digital está disponível gratuitamente em: https://publicacoes.cbjc.com.br/cartilha-marcha-das-mulheres-negras-2025