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Como as mudanças climáticas estão intensificando a fome no Brasil e no mundo: um alerta global e um chamado à ação

A fome é uma realidade sombria que afeta mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo. Mas o que nem todos sabem é que há um fator que vem agravando essa situação de forma alarmante: as mudanças climáticas.

Com o Dia Mundial da Alimentação se aproximando em 16 de outubro, o Centro Brasileiro de Justiça Climática (CBJC) está lançando Boletim Informativo: (IN)SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL — um alerta importante sobre como a crise climática está diretamente ligada à dificuldade de acesso à alimentação saudável e segura, especialmente para as populações mais vulneráveis. O boletim, disponível a partir de amanhã, apresenta uma análise sobre o impacto das mudanças climáticas no direito humano fundamental à alimentação e explora soluções para enfrentar essa crise de forma justa e sustentável.

A crise climática e seus impactos na segurança alimentar

Desastres naturais, secas prolongadas, enchentes e o aumento das temperaturas estão diretamente ligados ao fenômeno da insegurança alimentar. Com o clima cada vez mais imprevisível, há uma crescente dificuldade em produzir alimentos, agravando um cenário já crítico para quem depende da agricultura de subsistência. Regiões tradicionalmente produtoras de alimentos estão sendo devastadas, resultando em colheitas reduzidas, elevação dos preços dos alimentos e a escassez de recursos básicos.

“A escolha do tema para o boletim sobre (in)segurança alimentar integrado à promoção de justiça climática e equidade racial se justifica porque acreditamos no CBJC na necessidade urgente de ações intersetoriais no enfrentamento às crises climáticas que geram consequências diretas na produção e acesso aos alimentos, especialmente para as populações negras. Assim, o material visa fornecer informações e orientações para apoiar a implementação de políticas públicas já existentes que respondam de forma integrada a essas questões”. 

Junior Aleixo
Coordenador de Pesquisa e Dados do CBJC

Cenário da fome no Brasil

São mais de 800 milhões de pessoas em todo o globo sem uma refeição diária regular. O impacto dessas mudanças afeta desproporcionalmente as comunidades mais pobres e marginalizadas, que já convivem com desigualdades históricas.  Neste boletim, vamos além dos números. Vamos falar de histórias de resistência, políticas que transformam vidas e soluções que podem reverter esse cenário.

A população negra, sobretudo mulheres, das áreas rurais e das regiões Norte e Nordeste do país são as que mais enfrentam a fome e a insegurança alimentar no Brasil.

Além disso, o boletim oferece reflexões e propostas concretas de como podemos agir coletivamente para enfrentar essa crise. Soluções baseadas na justiça climática incluem políticas públicas que garantam o direito à terra, investimentos em tecnologias agrícolas sustentáveis e apoio às comunidades vulneráveis na adaptação aos novos cenários climáticos.

Propostas e Soluções Coletivas

Uma das principais conclusões do boletim é a necessidade de ação coletiva para enfrentar a crise alimentar e climática de forma justa e equitativa. As soluções passam pela adoção de políticas públicas que promovam a justiça climática, garantindo o acesso a alimentos saudáveis e a segurança nutricional para todas as pessoas, independentemente de sua localização geográfica ou condição econômica.

“Participar da construção de uma discussão proposta pelo CBJC sobre justiça climática, partindo da (in)segurança alimentar e nutricional da população negra e vulnerabilizada foi muito enriquecedor. É possível ampliar a noção de direitos humanos ao evidenciar as injustiças por razões étnico-raciais, especialmente em contextos de crises sistêmicas.”
Karina de Paula Carvalho
Autora do boletim

O boletim destaca ainda propostas concretas para que governos, organizações da sociedade civil e comunidades locais possam atuar de forma integrada.

Um Chamado para a Ação

Este boletim é mais do que uma simples análise dos fatos. Ele é um chamado para a ação. A fome, a desigualdade e a crise climática estão interligadas, e para enfrentá-las, precisamos de um esforço conjunto. Junte-se a nós nessa luta por um futuro onde todos tenham o direito à alimentação garantido e onde as políticas climáticas sejam pensadas de maneira justa e equitativa.

“O Centro Brasileiro de Justiça Climática é uma organização comprometida com a produção de conhecimento, com linguagem acessível e com narrativas descentralizadas. O lançamento do nosso boletim representa um marco, não apenas institucional, mas na maratona por evidências em um Brasil que ainda enfrenta um cenário grave de insegurança alimentar. E, como sabemos, a fome tem cor. Esperamos que este primeiro material some ao debate público do tempo presente sobre segurança alimentar e nutricional, elucidando ainda mais toda a intersecção com a agenda climática e de justiça racial. Parabenizo aos pesquisadores Junior Aleixo e Karina de Paula por toda a dedicação e convido que sigam acompanhando nossas próximas publicações.”

Andréia Coutinho
Diretora Executiva do CBJC

Fique atento! O boletim estará disponível a partir de amanhã, dia 16 de outubro.

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